Filmes

Star Wars à primeira vista – Episódio 1: A trilogia clássica

Neste relato, um pouco das minhas impressões na primeira vez que eu parei para assistir Star Wars – começando pela trilogia clássica.

Ok, todo mundo que se considera nerd já assistiu, alguma vez, todos os filmes da saga Star Wars. Já viu as aventuras de Luke Skywalker enfrentando as terríveis forças do Império, ao lado da Aliança Rebelde. Bem, todos… Menos eu. Pelo menos, até alguns dias atrás. Tomado pelo mesmo ímpeto que me fez maratonar todos os filmes do universo Marvel no ano passado, eu decidi que iria ver todos os filmes de Guerras nas Estrelas em um intervalo de alguns dias. E estou indo. Estou me aproximando da conclusão da trilogia da Disney, mas decidi começar meus relatos pela trilogia clássica.

Os filmes já são conhecidos e mesmo que você nunca os tenha visto, você já sabe de toda a história – afinal, Star Wars é somente a maior obra da cultura nerd. a mais famosa e a mais valiosa. Então me pouparei de escrever sinopses para estes filmes e partirei para um comentário sobre cada um deles, na visão de alguém que nunca os tinha visto antes.

Uma nova esperança

O primeiro filme de Star Wars também foi construído para ser o único. Ninguém imaginava, dentro da FOX ou da Lucasfilm, que a história de um órfão que tem o poder de mudar a história da galáxia, poderia dar tão certo. Muito por conta disso, este filme tem alguns problemas de envelhecimento que hoje ficam perceptíveis. Tanto em ritmo quanto em efeitos – principalmente depois que George Lucas resolveu mexer nos efeitos visuais e relançá-la nos anos 1990.

Apesar desses problemas, a história é apaixonante. Talvez um pouco maçante para duas horas de duração, mas compreensível para construir todo aquele vasto – e põe VASTO – universo da saga. A ideia do senado da república, ou a ideia do planeta-cidade-capital nem pareciam estar nos planos. A ligação entre Leia e Luke? Também não. Mas a base estava ali.

Como um filme stand-alone, isso é, visto como algo único e que não faz parte de uma trilogia, este filme poderia ser considerado mais-ou-menos. Mas, com o que veio depois, torna-se uma obra-prima, por cimentar os acontecimentos posteriores.

O império contra-ataca

Aqui começamos a ter Star Wars como franquia. Melhor trabalhado que o primeiro filme, a história ganha profundidade. Leia ganha uma história – talvez a mais esquisita delas, onde ela acaba por beijar o seu irmão desconhecido – mas a base para toda a sua sequencia está ali.

Neste filme, também somos apresentados a figura do Mestre Yoda, o último Mestre Jedi vivo, até aquele momento. Toda a sua presença de tela é impagável, e sua forma de viver parece desprendida, apesar dele reconhecer o risco que a galáxia corre, mas saber que ele já não pode fazer muito sobre isso.

Darth Vader deixa de ser um homem estranho com máscara para finalmente ganhar formas de um poderoso vilão, mesmo que no final ele ainda seja apenas um cão de caça de Darth Sidious.

Chega de efeitos visuais mais-ou-menos ou batalhas de lightsaber mal feitas. Aqui, Star Wars finalmente ganha nuances, a história torna-se emociante o bastante para me manter na ponta da cadeira quase que todo o tempo e finalmente perceber que eu realmente estava gostando desta saga.

O retorno de Jedi

O último filme da trilogia clássica encerra a história de uma forma primorosa. Apesar de eu não gostar de toda a sequencia de Luke, Han Solo e Leia com os Ewoks, reconheço ali alguns dos momentos mais legais deste filme – mas não tanto para roubar o lugar de R2D2 como mascote da história. Principalmente quando eles ajudam a Aliança Rebelde a lutar contra os Stormtroopers que estavam em solo.

Agora, se no primeiro filme a missão era destruir uma estrela da morte, saber que tem uma segunda torna-se mais complicado. O filme não conta, e pelo menos não há menção, mas qual o poder de produção do Império? Será possível que exista uma terceira estrela? Ou até mesmo uma quarta? Fica o questionamento no ar, apesar de que, com a derrota de Darth Sidous e de Darth Vader, o Império acaba.


Star Wars a primeira vista

Ao final de toda a primeira saga, tudo o que eu senti foi felicidade e empolgação. Eu não tinha pensado em quanto tempo eu tinha perdido em não ter visto Star Wars. Comecei cético, pensando que os filmes não seriam grande coisa e que me decepcionariam rápido, mas acabei o terceiro filme pensando em como aquele universo era grande, o quanto eu queria descobrir mais sobre os planetas da república e o que mais poderia encontrar ali.

Sendo uma das primeiras grandes franquias do cinema, Star Wars é louvável, tamanho o seu poder para fazer a gente ficar vidrado naquele universo.

E eu, agora, só quero uma caneca do R2D2…