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Portal e a experiência de jogar algo único

Mesmo sendo um jogo não-tão novo, eu nunca tinha jogado. E, hoje, posso dizer que tenho um jogo favorito. E é “Portal”.

Quem me acompanha no Twitter, já está um pouco iterado sobre minhas experiências com jogatinas. Recentemente, comecei a pegar a minha biblioteca da Steam, para de fato, tentar jogá-los até o final. Alguns não tem fim, como Counter Strike – Global Ofensive, outros são meio estranhos, como EuroTruck Simulator. Mas tem um que não só é relativamente curto, com 19 fases, mas também instigante: Portal. Essa maravilha da Valve me mostrou como jogos podem ser viciantes – num bom sentido.

Para quem não conhece, Portal é um jogo da Valve, dona da Steam, lançado em 2007. Encontra-se dentro do universo de Half-Life, e usa de vários elementos das narrativas dos jogos anteriores, para montar a sua história. Se você cai de paraquedas, como eu, e começa a jogar a história dentro da Aperture Science sem saber o que a Aperture é, fica desnorteado, apenas pensando que é só um monte de quebra-cabeças que precisam ser terminados e pronto. Aos poucos, a coisa muda de figura.

Metralhadoras e cubos

O jogo começa a te perseguir, a querer te matar. Você começa a se perguntar o motivo para aquilo. No final, descobre que não tem uma motivação lógica, apenas uma inteligência artificial que quer te eliminar. Isso, sem antes você ter que dar conta de uma infindável quantidade de pequenos robôs armados com metralhadoras, ativados pelo movimento. Também há piscinas de uma substância nociva, que te mata só de encostar. E, depois das primeiras fases a te ensinarem as mecânicas básicas, você fica solto, sem saber o que exatamente é para fazer, em seguida. Instigante, um pouco angustiante, e apaixonante.

A cada fase que eu ia passando, um pouco mais confiante eu ficava. Ok, eu fica receoso em abrir um portal, para pegar impulso, e sem querer cair numa piscina de líquidos que pudessem me matar. Mas isso era apenas parte do processo. A outra parte é descobrir qual é o próximo passo a ser tomado. Se você tem um pensamento rápido, você consegue terminar as fases, pelo menor caminho possível. Agora, se você não costuma pensar tão rápido assim, como eu, vai encontrar dificuldades.

Clima pesado e GLaDOS

O clima também não ajuda. Não porque é chato, mas ele vai ficando mais pesado, a medida que passa. Não tem monstros, não tem inimigos ocultos. Mas o clima fica num tom de suspense, que várias vezes me fez ficar apreensivo tanto quanto num jogo de terror. Talvez um erro de leitura, da minha parte. Talvez.

Minha maior surpresa foi a GLaDOS. Eu já sabia que era uma inteligência artificial, e que ela tinha um senso de humor irônico. Mas não esperava que ela fosse tão apaixonante, apesar da figura que encontramos no nível final. Eu não vou contar sobre o final, para não estragar a experiência de quem ainda não jogou. Mas eu posso dizer uma coisa: The cake is a lie – and isn’t, at the same time.


A sensação que eu fiquei tendo, ao terminar a jogatina, foi de que aquilo tudo passou muito rápido. Mas que tudo aquilo já havia sido mais do que suficiente para criar um dos melhores jogos que eu pude e poderei encontrar, daqui pra frente.